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Anotações da intervenção realizada na mesa “Refletindo e discutindo sobre as perspectivas das metodologias participativas no Brasil e no mundo” do Simpósio Internacional Metodologias Participativas

 

1. Contexto macro-social economico

Kismo cognitivo
Esgotamento democracias representativas => convive lado a lado com o estado de exceção

Esgotamento da narrativa progressista na AL => Ascenso politico conservador.
Crise ambiental.
Crise de legitimidade da ciencia

Kismo cognitivo => trabalho imaterial (cuidado, educação) nova fronteira de exploração. Problema para o capitalismo: como codificar?
Risco das metodologias => nao podem virar protocolos.

Novas formas de exploração do trabalho: participação = mobilização total.

Participação => mecanismo de captura na democracia representativa. Temos participação em toda parte.

*Saude, Educaçao => fronteiras do capitalismo cognitivo => economia afetiva, comunicaciona. Como codificar controlar o intangível?

Curso enfermagem – estão sentido com maior radicalidade este processo em curso.

 

2. Novas tensões sobre a produção de conhecimento científico

Anos 40-50 sec.XX => big science, ciencia&tecnologia aplicada
Se por um lado há crise de legitimidade sobre a capacidade de solucionamento dos problemas humanos e ambientais (ciencia pra que e pra quem?).
Por outro há uma nova hegemonia em termos da convergência NBIC – nano-bio-informatica-cognitivas.

É possivel perceber uma tensão aqui no Simposio Metodologias Participativas face às dinamicas de:
-institucionalização da ciencia => maior fechamento de cada campo científico (o que não é contrário a interdisciplinariedade, mas significa uma tendencia de fortalecimento de regras/protocolos internos ao campo.
-relação com a sociedade => novas demandas de interação.

Simposio:
-eixo objeto e metodo => modo de fazer
-eixo ético-politico  => emancipação, poder…

Exemplo: reflexao critica sobre Ciencias Sociais – ultimos 20 anos.

*Streck => participação na pesquisa X participação da pesquisa na sociedade

*Renato Toledo: limites da ciencia diante dos novos problemas contemporaneos, crise de algumas certezas…

 

3. Revolução Amadora, Crise da Expertise => Movimento Ciencia Aberta, Ciencia Amadora, Ciencia Cidada

-relação com os estudos sociais em Ciencia & tecnologia
-complexidade dos problemas reais exigem abertura da ciencia aos saberes de outros atores => emergencia de novos atores cognitivos
-ciencia aberta – intra-campo (novos modos de participação e colaboração entre cientistas).
-ciencia aberta – extra-campo (novas formas de relação entre universidade e sociedade.

*Simposio: trabalhos que se relacionam de maneira distinta com a dimensao do poder institucional: lutas por direitos X crítica institucional.

-Dimensao Politica: tensão entre:
-luta/afirmaçao de direitos (leis) que nao estao efetivamente constituídos ou que estão ameaçados.
-novas formas de produção de comum (pro-comum): nova politica, novas subjetividades.

 

4. Sobre os trabalhos => questões sobre a abordagem interdisciplinar

Apontam para necessidade da interdisciplinariedade…todavia, é importante dialogar com a experiencia disciplinar de algumas áreas. Por exemplo: como “falar em nome” do sujeito pesquisado na metodologia participativa? O problema da representação na escrita, na produção de conhecimento é um problema fundante na antropologia. Como falar deste outro desconhecido?

Destaques Eixo Saude:
-poucas recorrencias comuns na bibliografia
-bibliografia em português
-todos os projetos são reflexões sobre a implementação/execução de uma ação sobre um problema concreto: quais os saberes mobilizados e produzidos neste processo.
-destaque para a relação com o SUS.
-ausencia de discussões sobre Ética (um único trabalho trata mais diretamente deste problema). Nos demais a dimensão ética está dissolvida ou suas questões/dilemas são percebidas de forma imanente à própria prática da pesquisa-participativa.
-estudos são situados-contextualizados. Pouca expressão de teorização mais ampla.

Destaques Eixo Sociais:
-temas e objetos são mais amplos. Reflexão sobre uma prática que é mais ampla, ao contrário do Eixo Saúde que “ataca” problemas mais específicos.
-educação focada em temáticas da saúde.