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O jovens desejam uma outra escola, uma escola que seja um território comum de produção de novos sentidos de vida, de outras formas de experiência, de socialização e de subjetivação.
A escola pública, mais do que estatal, pode ser um bem comum, e para isso ela deve ser de todos (e não UMA escola para todos). Sua ativação como bem comum depende do permanente exercício democrático entre os estudantes, professores, pais, comunidade do entorno, gestores.

A escola pode ser um um espaço de produção de diferenças e singularidades (ao invés da escola que pretende (in)formar o cidadão, o trabalhador ou o futuro universitário).

A necessária abertura ao acontecimento, ao indeterminado, é um importante manancial para a educação. Mergulhar numa experiência, simultaneamente singular e coletiva, com todos os seus riscos, é uma grande aprendizado inventivo. Nesse momento, professores e estudantes aprendem criando.

O currículo pode ser criado de maneiras diversas. Em tempos de currículos cada vez mais predeterminados e lineares, a pletora de conhecimentos disponíveis pode oferecer trajetórias singulares de aprendizado.

A educação, como produção de novos conhecimentos e formas de vida mais autônomas, acontece nas frestas. Quando achamos que controlamos os conteúdos, os processos, as metodologias, descobrimos que o mais importante escapa a tudo isso.

A experiência democrática, diferente daquela prevista pelos espaços e dinâmicas institucionais previstas na lei, só acontece pela ação que instituí, através do dissenso um espaço de atualiza a igualdade das potências da inteligência.